Imagem capa - Os olhos do pai... por CAROLINE ROSA
Nascimento

Os olhos do pai...

Terça-feira do dia 08 de maio... eu havia acabado de chegar de viagem, por uma semana tive o privilégio de participar e palestrar no  Newborn Immersion. Eu ainda respirava o ar de tudo que ensinei e tudo o que aprendi naquela semana incrível quando o telefone tocou. Era a Irene, uma tia super babona, que já havia feito a aquisição do Ensaio Newborn para Joaquim, filho da sua irmã Adriana e do seu cunhado Jorge. Havia me relatado que eles moravam no Acre, mas que haviam decidido vir para Joinville para que o Joaquim pudesse nascer próximo da família. 

Mas no tom de voz da Irene havia uma certa aflição... o Joaquim iniciava a dar sinais da sua chegada, mas o Jorge (o pai) ainda estava no Acre. E a pergunta da Irene foi: você teria como registrar o nascimento do Joaquim? É provável que não dê tempo do pai chegar para ver o filho nascer...

Sim! Eu quis muito essa história... e assim refleti mais uma vez sobre a missão de um fotógrafo: Congelar o tempo! <3

Meu telefone tocou novamente a noitinha, neste mesmo dia. Não havia como esperar mais, o Joaquim teria que nascer!

No trajeto até o hospital refleti muito sobre a responsabilidade de ser os olhos do pai nessa sala... e quando estava entregando minha identificação para entrar no Centro Hospitalar Unimed Joinville, meu telefone novamente tocou, era um número desconhecido, mas o código de área já me informava que a chamada vinha de longe...


O Jorge com a voz bastante embargada pedindo: por favor, fotografe tudo o que puder... tentei tranquilizá-lo, precisei desligar para me paramentar... orei... e pedi para que o Senhor também me inspirasse. 


O Joaquim nasceu bem! Pesando 4.030g, chorando alto. Um choro grave, de neném mais gordinho... a Adri, mãe linda, se emocionou e a sua irmã Irene segurou a sua mão e chorou junto! A Dona Genilda, carinhosamente chamada de "Vó Nega", conheceu seu neto, segurou a mão da sua filha e pegou ele no colo com o orgulho e uma aura típica das avós... avó é mãe com açúcar!

Se o pai chegou? Sim, no dia seguinte e tem curtido intensamente a sua esposa e sua cria.

Que privilégio viver para contar histórias... que privilégio viver de entregar memórias!